Saturday, January 5, 2008

Camas Mortais






























A prisão de Jilin usa “camas mortais” para torturar praticantes de Falun Gong.
por Shen Zhou

A crueldade extrema à qual eles são submetidos é algo que ultrapassa a capacidade da mente humana

As camas mortais, um método de tortura originado na prisão Jilin, é usado freqüentemente para torturar praticantes de Falun Gong encarcerados nesta prisão e no Cárcere de Mulheres da Província Jilin, também conhecida como Cárcere de Mulheres Heizuizi, na cidade de Chanhchung. Similar ao cruel e antigo castigo de estirar e dilacerar os quatro membros, muitos praticantes de Falun Gong foram torturados até a morte desta maneira.

Segundo um informe de Clearwisdom.net de 11 de dezembro de 2007, a cama mortal consiste em juntar duas camas de uma praça e algemar ou atar as mãos e pés do praticante às quatro quinas das duas camas. Depois que o praticante foi atado, as camas se movem em direções opostas e entre elas põem-se ladrilhos. Cada ladrilho agregado, provoca severas dores e feridas.

Uma vez que está atada à cama, a vítima é incapaz de mover suas mãos e pernas. As camas podem ser deslocadas em direções variadas para causar mais dor e feridas em todo o corpo. A circulação do sangue dos tornozelos e punhos fica bloqueada ao dilacerar-se os músculos e quebrar-se os ossos. Alguns praticantes foram torturados até o ponto da demência, enquanto outros ficaram deficientes físicos.

Camas mortais para torturar praticantes mulheres de Falun Gong na prisão Jilin

Em outubro de 2003, a prisão Jilin estabeleceu mais de 10 pequenas peças escuras para reclusão solitária, às quais se referem como centros de “terapia” psicológica para os detidos. Cada peça está equipada com camas usadas como aparelhos de torturas. Depois que o praticante está atado na posição, outros o torturam com diferentes métodos que incluem, mas não estão limitados, a: furar com agulhas, queimar com água quente, privação do sono, pisotear, golpear e colocar-se em cima o corpo do praticante.

Para exacerbar a dor, insere-se entre as costas do praticante e a cama, à força de edredons, garrafas de água, tábuas de madeira ou outros objetos, para que o corpo se mantenha suspenso. Os braços e pernas são estirados ainda mais, o que provoca a dilaceração dos punhos e tornozelos. Com as costas arqueadas e a cabeça dobrada para trás, respirar é extremamente difícil e a vítima empalidece devido à falta de oxigênio.

Os praticantes de Falun Gong foram atados às camas pelos policiais entre dez dias e dois meses. Seus corpos se encontravam arruinados e consumidos. Seus músculos atrofiados e suas extremidades sem força. Eles necessitam o apoio de uma parede para poder caminhar. O frio do inverno intensifica as feridas de suas mãos e pés.

Muitos praticantes masculinos ficaram fisicamente deficientes e ao menos 10 mulheres praticantes do Falun Gong foram torturadas até a morte na prisão Jilin, incluindo Liu Chengjun, Zhang Jianhua, Cui Weidong, Wei Xiushan, He Yuanhui, Hao Yinggiang, Lei Ming, Sun Changde, Wang Oibo e Cao Hongyan.

Camas mortais no Cárcere de Mulheres da Província Jilin

As praticantes mulheres no Cárcere de Mulheres da Província Jilin não são excluídas desta mesma tortura. Quando suas extremidades estão amarradas nas quinas das camas, tiram o estrado da cama e deixam apenas um poste de meia polegada de diâmetro para que apóiem as costas. O resto do corpo fica pendurado no ar, depois põem objetos pesados sobre as pernas da praticante. Elas são atadas desta maneira e são proibidas de usar o banheiro até que “sejam transformadas”.

A pessoa torturada fica se sentindo nem viva nem morta. Todas as praticantes de Falun Gong que se recusaram a negar suas crenças foram torturadas ao menos uma vez com o método da cama mortal. Algumas não podem sequer contar quantas vezes foram expostas à cama mortal.

A senhora Song Yangun da cidade de Shulan, província Jilin, é uma professora de inglês na escola japonesa Dade em Haerbing. Ela foi sentenciada a 12 anos de prisão por recusar-se a abandonar a prática de Falun Gong. Em maio de 2005, depois de ser torturada na cama mortal pelos guardas do Cárcere de Mulheres da Província Jilin, sua perna esquerda ficou fria e dormente. Todo o seu braço estremece constantemente de dor e já não pode escrever.

Pelo menos sete mulheres praticantes de Falun Gong foram torturadas até a morte no Cárcere de Mulheres de Jilin. São elas: Yu Lixin, Deng Shiying, Wang Qiuyong, Yang Guiqing, Yang Guijun, Han Chunyuan e Jiang Chunxian. As torturadas até um colapso nervoso incluem Yang Mingfang, Ban Huijuan, Wang Guohua, He Shurong e várias outras. O número atual de mortes e gravidade por torturas estima-se ser pior, já que o fluxo de informação está severamente bloqueado pela prisão.

Há ainda mais de cem praticantes mulheres de Falun Gong detidas no Cárcere de Mulheres da província Jilin. As praticantes que se recusam a ser “transformadas”, são perseguidas separadamente pelos guardas da prisão. Elas são vigiadas e privadas do sono por outros prisioneiros e torturadas nas camas mortais.

Publicado em "La Gran Época".
Sexta-feira, 28 de dezembro de 2007,10h15.


Tradução: Graça Salgueiro


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