Thursday, August 16, 2018
Friday, August 25, 2017
Preparados para la defensa integral de la patria personal militar del @IPSFASOCIALISTA recorren paseo los Próceres #SoberaniaBolivariana2017 pic.twitter.com/ZoarQfgT5S
— IPSFA (@IPSFASOCIALISTA) August 24, 2017
Tuesday, March 7, 2017
A ESQUERDA TE ODEIA.
A ESQUERDA TE ODEIA. AJA DE ACORDO!
Kurt Schlichter (Feb 06, 2017) - Townhall.com
Eles te odeiam.
Os esquerdistas não apenas discordam de você. Eles não apenas sentem que você está equivocado. Eles não pensam que você está simplesmente errado. Eles te odeiam. Eles querem vê-lo escravizado e obediente, se não morto. Uma vez que você entenda isto, tudo que está acontecendo agora fará sentido. E você vai entender o que precisa estar pronto a fazer.
Você é normal e, portanto, um herege. Você se recusa a se curvar a seus ídolos, a subscrever seus catecismos distorcidos, a louvar seus falsos deuses. Isso é imperdoável. Você deve ser queimado na fogueira.
Conversa de louco? Basta perguntar a eles. Continue. Vá para a mídia social. Encontre um esquerdista - é fácil. Basta dizer algo positivo sobre a América ou Jesus e eles virão pululando como gafanhotos. Desafie-os, e muito rapidamente eles vão deixar cair suas máscaras e dizer o que eles realmente pensam. Eu sei. Eu mantenho um arquivo do Twitter com captura de tela em rápida expansão sobre os esquerdistas.
Eles vão te dizer que os cristãos são idiotas e os veteranos são a escória.
Que os normais são sub-humanos cujo papel é trabalhar como servos para subsidiar a elite empresarial e seus clientes.
Que você deve morrer para abrir caminho para o Novo Homem/Mulher/Ou-o-que-seja Progressista.
Entenda que quando eles chamam Donald Trump de "ilegítimo", o que eles realmente querem dizer é que nosso desejo de governar a nós mesmos é ilegítimo. Sua desavença carnal não é com ele - é conosco, as pessoas normais que ousaram se levantar e exigir seu direito de participar do governo e da cultura deste país.
Eles o odeiam, porque, desafiando-os, você os impediu de viver de acordo com os ditames de sua falsa religião. Nossa rebeldia negou-lhes o estado de graça que eles procuram, exercendo seu direito divino de ditar todos os aspectos de nossas vidas insignificantes. Sua fé doentia dá sentido a esses esquisitos seculares, dando-lhes algo que enche suas vidas vazias com um fervor messiânico para ir em frente e conquistar e converter os pagãos.
E os pagãos somos nós.
Ah, existem diferentes seitas esquerdistas, é claro. Há os guerreiros da justiça social que fabricaram uma bizarra mitologia e escritura de opressão, privilégio e interseccionalidade. Ao invés de vestes sacerdotais, eles se vestem como genitais e matam bebês como um sacramento blasfemo. Depois, há os bichos da religião pagã do clima, convencidos que o fim está próximo e que nós devemos nos arrepender, abandonando nossas SUVs. Naturalmente, o "nós" é realmente "a gente" - os sumos sacerdotes do culto ao aquecimento global como Leonardo DiCaprio continuarão voando mundo afora com seus supermodelos, enquanto "a gente" faz o sacrifício ritual de nossos confortos modernos.
Também existem aqueles que simplesmente adoram a si mesmos, os elitistas que acreditam que toda sabedoria e moralidade foram investidas neles apenas porque eles foram para a faculdade certa, pensam os pensamentos corretos e zombam de qualquer um que viva entre às rodovias Interestadual 5 (Califórnia) e Interestadual 95 (Nova York).
Mas todas as seitas esquerdistas concordam - elas descobriram a verdade revelada, e impô-la aos normais ignorantes como nós é tão transcendentalmente importante que eles se sentem isentos de quaisquer limitações morais. São como o Estado Islâmico (ISIS), com hashtags em vez de fuzis Kalashnikov, comprometidos com o estabelecimento de um califado esquerdista.
Você se pergunta por que a esquerda está agora justificando a violência? Porque pensam que isso, no momento, os ajuda. Hoje, de repente, é OK socar um "nazista". Mas o engraçado é que qualquer um que se oponha a eles é um "nazista".
Você quer saber por que eles ignoram o Estado de Direito, por que eles podem por qualquer ninharia gritar contra Trump por ter se recusado a legitimar previamente, ainda durante a campanha, uma vitória de Hillary e, em seguida, gritar que ele é ilegítimo no momento em que ela perdeu? Porque seu único princípio é o que ajuda a esquerda a vencer num dado momento. É por isso que a mídia, alegremente, mente todos os dias sobre cada coisa que relata. Objetividade? Quando isso deixou de ser útil, deixou de existir.
Eles são fanáticos, e por não se render, por não se ajoelhar e por não obedecer, você comete um pecado imperdoável. Você desafiou a esquerda, e você deve ser arrebentado. Eles tomarão o seu emprego, caluniarão seu nome, até baterão em você ou o matarão - o que for preciso para quebrar você e aterrorizar os outros, fazendo de você um exemplo. Seu desafio não pode continuar. Eles não podem permitir que esta maioria Trump/Partido Republicano fique fora de controle. Eles devem esmagar essa rebelião dos normais, e absolutamente todas as cartas estão na mesa.
Nós os vimos queimar a Universidade de Berkeley e como a polícia controlada pelo governo esquerdista do estado da Califórnia ficou parada e assistiram americanos sendo espancados pela multidão. Por quê? Porque o governo do Estado da Califórnia aprova a violência. Você acha que é uma coincidência a Califórnia estar fazendo tudo o que pode para desarmar seus normais?
A esquerda não vai dizer em voz alta - pelo menos não ainda - mas não se engane. Se a violência é o que é necessário para a esquerda prevalecer, então teremos a violência. Você viu, e você entendeu. Berkeley era uma mensagem sobre o preço da dissidência onde os esquerdistas dominam. Eles procuram manter o controle em todos os lugares.
Como responder?
O primeiro passo é parar de negar. Abra seus olhos. Veja o que está acontecendo. Não se deixe iludir pela falsa nostalgia de um período passado de paz cultural que existia apenas porque, naquela época, a esquerda estava ganhando. Eles te odeiam. Olhe no Twitter. Olhe no Facebook. Tente dizer a si mesmo que os esquerdistas são apenas pessoas agradáveis que discordam de você em alguns detalhes da política. Pare de enganar a si mesmo.
Entenda que isso deve ficar muito pior antes que possa ficar melhor. Podemos querer parar a luta cultural/política, mas eles não podem parar. Sua religião lhes diz que somos golpistas, racistas, sexistas, homofóbicos que odeiam a ciência e amam Hitler. Como eles poderiam nos tolerar? Como eles poderiam permitir que chegássemos ao poder?
Eles não podem. Sua ideologia doente e sua falsa teologia exigem que sejamos escravizados ou exterminados - não podemos ser tolerados, e certamente não podem permitir que tomemos as rédeas do poder. Eu esperava que a República Popular, que é o que realmente está no fundo deste declive escorregadio e ensanguentado, se tornasse irrelevante pela vitória do Partido Republicano em novembro. Eu estava errado. A esquerda redobrou seus esforços.
Portanto, o único resultado é que um lado ganha e o outro perde. Não há trégua, nenhuma possibilidade de união. E o assustador é que a esquerda é tão tola, tão presa em sua bolha que não tem compreensão de que só pode forçar, empurrar, até que as pessoas, que detêm todas as armas e todo o treinamento necessário, comecem a resistir e contra atacar. Esse é o problema com as crianças que foram criadas acostumadas somente com troféus de participação e que nunca entraram em uma briga de verdade - eles não consideram a possibilidade de que podem perder, e perder duramente.
Temos de garantir que eles percam. Entenda o seu inimigo. Compreenda que a esquerda explorará seus princípios morais para fazer você se desarmar - figurativa e literalmente. Não jogue o jogo deles. Não se deixem enganar pelos seus ultrajes fabricados. Nunca aceitem as suas mentiras, nunca tomem seu partido contra o povo ao defender a sua liberdade. Acima de tudo, aceite a verdade de que, se os deixarmos ganhar, passaremos o resto de nossas vidas com uma bota gigante pressionada em nosso rosto coletivo.
Eles nos odeiam. E se vierem contra nós, precisamos estar preparados para lutar.
Friday, March 27, 2015
Monday, July 28, 2014
Saturday, July 26, 2014
Wednesday, July 23, 2014
Sunday, April 27, 2014
Friday, May 17, 2013
Monday, March 14, 2011
Sunday, January 30, 2011
LETRA DO HINO A CAXIAS
Hino a Caxias
Letra: D Aquino Correia.
Música: Francisco de Paula Gomes.
Sobre a história da Pátria, ó Caxias,
Quando a guerra troveja minaz,
O esplendor do teu gládio irradias,
Como um íris de glória e de paz.
Salve, Duque Glorioso e sagrado
Ó Caxias invicto e gentil!
Salve, flor de estadista e soldado!
Salve, herói militar do Brasil.
Foste o alferes, que guiando, na frente,
O novel pavilhão nacional,
Só no Deus dos exércitos crente,
Coroaste-o de louro imortal!
Salve, Duque Glorioso e sagrado
Ó Caxias invicto e gentil!
Salve, flor de estadista e soldado!
Salve, herói militar do Brasil.
De vitória em vitória, traçaste
Essa grande odisséia, que vai
Das revoltas que aqui dominaste,
Às jornadas do atroz Paraguai.
Salve, Duque Glorioso e sagrado
Ó Caxias invicto e gentil!
Salve, flor de estadista e soldado!
Salve, herói militar do Brasil.
Do teu gládio sem par, forte e brando,
O arco de ouro da paz se forjou,
Que as províncias do Império estreitando
À unidade da Pátria salvou.
Salve, Duque Glorioso e sagrado
Ó Caxias invicto e gentil!
Salve, flor de estadista e soldado!
Salve, herói militar do Brasil.
Disponibilizado por BOOTLEAD
Monday, September 20, 2010
ESPIRAL DO SILÊNCIO
Maquiadores do crime
por Olavo de Carvalho
Quem mantém diálogo elevado com criminosos entrega terreno ao inimigo.
Lenin dizia que, quando você tirou do adversário a vontade de lutar, já venceu a briga. Mas, nas modernas condições de "guerra assimétrica", controlar a opinião pública tornou-se mais decisivo do que alcançar vitórias no campo militar. A regra leninista converte-se portanto, automaticamente, na técnica da "espiral do silêncio": agora trata-se de extinguir, na alma do inimigo, não só sua disposição guerreira, mas até sua vontade de argumentar em defesa própria, seu mero impulso de dizer umas tímidas palavrinhas contra o agressor.
O modo de alcançar esse objetivo é trabalhoso e caro, mas simples em essência: trata-se de atacar a honra do infeliz desde tantos lados, por tantos meios de comunicação diversos e com tamanha variedade de alegações contraditórias, com frequência propositadamente absurdas e farsescas, de tal modo que ele, sentindo a inviabilidade de um debate limpo, acabe preferindo recolher-se ao silêncio. Nesse momento ele se torna politicamente defunto. O mal venceu mais uma batalha.
A técnica foi experimentada pela primeira vez no século 18. Foi tão pesada a carga de invencionices, chacotas, lendas urbanas e arremedos de pesquisa histórico-filológica que se jogou sobre a Igreja Católica, que os padres e teólogos acabaram achando que não valia a pena defender uma instituição venerável contra alegações tão baixas e maliciosas. Resultado: perderam a briga.
O contraste entre a virulência, a baixeza, a ubiquidade da propaganda anticatólica e a míngua, a timidez dos discursos de defesa ou contra-ataque, marcou a imagem da época, até hoje, com a fisionomia triunfante dos iluministas e revolucionários. Pior ainda: recobriu-os com a aura de uma superioridade intelectual que, no fim das contas, não possuíam de maneira alguma. A Igreja continuou ensinando, curando as almas, amparando os pobres, socorrendo os doentes, produzindo santos e mártires, mas foi como se nada disso tivesse acontecido.
Para vocês fazerem uma idéia do poder entorpecente da "espiral do silêncio", basta notar que, durante aquele período, uma só organização católica, a Companhia de Jesus, fez mais contribuições à ciência do que todos os seus detratores materialistas somados, mas foram estes que entraram para a História – e lá estão até hoje – como paladinos da razão científica em luta contra o obscurantismo. (Se esta minha afirmação lhe parece estranha e – como se diz no Brasil – "polêmica", é porque você continua acreditando em professores semianalfabetos e jornalistas semialfabetizados. Em vez disso, deveria tirar a dúvida lendo John W. O’Malley, org. The Jesuits: Cultures, Sciences, and The Arts, 1540-1773, 2 vols., University of Toronto Press, 1999, e Mordecai Feingold, org., Jesuit Science and the Republic of Letters, MIT Press, 2003).
Foi só quase um século depois desses acontecimentos que Alexis de Tocqueville descobriu por que a Igreja perdera uma guerra que tinha tudo para vencer. Deve-se a ele a primeira formulação da teoria da "espiral do silêncio", que, em extensa pesquisa sobre o comportamento da opinião pública na Alemanha, Elizabeth Noëlle-Neumann veio a confirmar integralmente em The Spiral of Silence: Public Opinion, Our Social Skin (2ª. ed., The University of Chicago Press, 1993).
Calar-se ante o atacante desonesto é uma atitude tão suicida quanto tentar rebater suas acusações em termos "elevados", conferindo-lhe uma dignidade que ele não tem. As duas coisas jogam você direto na voragem da "espiral do silêncio". A Igreja do século 18 cometeu esses dois erros, como a Igreja de hoje os está cometendo de novo.
A sujidade, a vileza mesma de certos ataques são planejadas para constranger a vítima, instilando nela a repulsa de se envolver em discussões que lhe soam degradantes e forçando-a assim, seja ao silêncio, seja a uma ostentação de fria polidez superior, que não tem como não parecer mera camuflagem improvisada de uma dor insuportável e, portanto, uma confissão de derrota. Você não pode parar um assalto recusando-se a encostar um dedo na pessoa do assaltante ou demonstrando-lhe, educadamente, que o Código Penal proíbe o que ele está fazendo.
As lições de Tocqueville e Noëlle-Newman não são úteis só para a Igreja Católica. Junto com ela, as comunidades mais difamadas do universo são os americanos e os judeus. Os primeiros preferem antes pagar por crimes que não cometeram do que incorrer numa falta de educação contra seus mais perversos detratores. Os segundos sabem se defender um pouco melhor, mas se sentem inibidos quando os atacantes são oriundos das suas próprias fileiras – o que acontece com frequência alarmante.
Nenhuma entidade no mundo tem tantos inimigos internos quanto a Igreja Católica, os EUA e a nação judaica. É que viveram na "espiral do silêncio" por tanto tempo que já não sabem como sair dela – e até a fomentam por iniciativa própria, antecipando-se aos inimigos.
A única reação eficaz à espiral do silêncio é quebrá-la – e não se pode fazer isso sem quebrar, junto com ela, a imagem de respeitabilidade dos que a fabricaram. Mas como desmascarar uma falsa respeitabilidade respeitosamente? Como denunciar a malícia, a trapaça, a mentira, o crime, sem ultrapassar as fronteiras do mero "debate de idéias"?
Quem comete crimes não são ideias: são pessoas. Nada favorece mais o império do mal do que o medo de partir para o "ataque pessoal" quando este é absolutamente necessário. Aristóteles ensinava que não se pode debater com quem não reconhece – ou não segue – as regras da busca da verdade.
Os que querem manter um "diálogo elevado" com criminosos tornam-se maquiadores do crime. São esses os primeiros que, na impossibilidade de um debate honesto, e temendo cair no pecado do "ataque pessoal", se recolhem ao que imaginam ser um silêncio honrado, entregando o terreno ao inimigo. A técnica da "espiral do silêncio" consiste em induzi-los a fazer precisamente isso.
O modo de alcançar esse objetivo é trabalhoso e caro, mas simples em essência: trata-se de atacar a honra do infeliz desde tantos lados, por tantos meios de comunicação diversos e com tamanha variedade de alegações contraditórias, com frequência propositadamente absurdas e farsescas, de tal modo que ele, sentindo a inviabilidade de um debate limpo, acabe preferindo recolher-se ao silêncio. Nesse momento ele se torna politicamente defunto. O mal venceu mais uma batalha.
A técnica foi experimentada pela primeira vez no século 18. Foi tão pesada a carga de invencionices, chacotas, lendas urbanas e arremedos de pesquisa histórico-filológica que se jogou sobre a Igreja Católica, que os padres e teólogos acabaram achando que não valia a pena defender uma instituição venerável contra alegações tão baixas e maliciosas. Resultado: perderam a briga.
O contraste entre a virulência, a baixeza, a ubiquidade da propaganda anticatólica e a míngua, a timidez dos discursos de defesa ou contra-ataque, marcou a imagem da época, até hoje, com a fisionomia triunfante dos iluministas e revolucionários. Pior ainda: recobriu-os com a aura de uma superioridade intelectual que, no fim das contas, não possuíam de maneira alguma. A Igreja continuou ensinando, curando as almas, amparando os pobres, socorrendo os doentes, produzindo santos e mártires, mas foi como se nada disso tivesse acontecido.
Para vocês fazerem uma idéia do poder entorpecente da "espiral do silêncio", basta notar que, durante aquele período, uma só organização católica, a Companhia de Jesus, fez mais contribuições à ciência do que todos os seus detratores materialistas somados, mas foram estes que entraram para a História – e lá estão até hoje – como paladinos da razão científica em luta contra o obscurantismo. (Se esta minha afirmação lhe parece estranha e – como se diz no Brasil – "polêmica", é porque você continua acreditando em professores semianalfabetos e jornalistas semialfabetizados. Em vez disso, deveria tirar a dúvida lendo John W. O’Malley, org. The Jesuits: Cultures, Sciences, and The Arts, 1540-1773, 2 vols., University of Toronto Press, 1999, e Mordecai Feingold, org., Jesuit Science and the Republic of Letters, MIT Press, 2003).
Foi só quase um século depois desses acontecimentos que Alexis de Tocqueville descobriu por que a Igreja perdera uma guerra que tinha tudo para vencer. Deve-se a ele a primeira formulação da teoria da "espiral do silêncio", que, em extensa pesquisa sobre o comportamento da opinião pública na Alemanha, Elizabeth Noëlle-Neumann veio a confirmar integralmente em The Spiral of Silence: Public Opinion, Our Social Skin (2ª. ed., The University of Chicago Press, 1993).
Calar-se ante o atacante desonesto é uma atitude tão suicida quanto tentar rebater suas acusações em termos "elevados", conferindo-lhe uma dignidade que ele não tem. As duas coisas jogam você direto na voragem da "espiral do silêncio". A Igreja do século 18 cometeu esses dois erros, como a Igreja de hoje os está cometendo de novo.
A sujidade, a vileza mesma de certos ataques são planejadas para constranger a vítima, instilando nela a repulsa de se envolver em discussões que lhe soam degradantes e forçando-a assim, seja ao silêncio, seja a uma ostentação de fria polidez superior, que não tem como não parecer mera camuflagem improvisada de uma dor insuportável e, portanto, uma confissão de derrota. Você não pode parar um assalto recusando-se a encostar um dedo na pessoa do assaltante ou demonstrando-lhe, educadamente, que o Código Penal proíbe o que ele está fazendo.
As lições de Tocqueville e Noëlle-Newman não são úteis só para a Igreja Católica. Junto com ela, as comunidades mais difamadas do universo são os americanos e os judeus. Os primeiros preferem antes pagar por crimes que não cometeram do que incorrer numa falta de educação contra seus mais perversos detratores. Os segundos sabem se defender um pouco melhor, mas se sentem inibidos quando os atacantes são oriundos das suas próprias fileiras – o que acontece com frequência alarmante.
Nenhuma entidade no mundo tem tantos inimigos internos quanto a Igreja Católica, os EUA e a nação judaica. É que viveram na "espiral do silêncio" por tanto tempo que já não sabem como sair dela – e até a fomentam por iniciativa própria, antecipando-se aos inimigos.
A única reação eficaz à espiral do silêncio é quebrá-la – e não se pode fazer isso sem quebrar, junto com ela, a imagem de respeitabilidade dos que a fabricaram. Mas como desmascarar uma falsa respeitabilidade respeitosamente? Como denunciar a malícia, a trapaça, a mentira, o crime, sem ultrapassar as fronteiras do mero "debate de idéias"?
Quem comete crimes não são ideias: são pessoas. Nada favorece mais o império do mal do que o medo de partir para o "ataque pessoal" quando este é absolutamente necessário. Aristóteles ensinava que não se pode debater com quem não reconhece – ou não segue – as regras da busca da verdade.
Os que querem manter um "diálogo elevado" com criminosos tornam-se maquiadores do crime. São esses os primeiros que, na impossibilidade de um debate honesto, e temendo cair no pecado do "ataque pessoal", se recolhem ao que imaginam ser um silêncio honrado, entregando o terreno ao inimigo. A técnica da "espiral do silêncio" consiste em induzi-los a fazer precisamente isso.
Publicado no jornal "Diário do Comércio".
Domingo, 19 de setembro de 2010, 20h38.
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Monday, August 16, 2010
Tuesday, June 29, 2010
Thursday, May 27, 2010
CRACOLÂNDIA PAULISTA - GRACIAS EVO Y LULA
Usuários de crack nas proximidades do Bairro da Luz na cidade de São Paulo-SP.
Fotos: © Paulo Whitaker e Fernando Donasci - REUTERS (18/05/2010)
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